quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Capitulo 4 - A Descoberta de Sackur

Capitulo 4


Dez anos após se tornar capitão do exército, ele teve direito à seis meses de férias, Sackur havia planejado durante meses o que faria em suas férias, porém não esperava   que seus desmaios tivessem se tornado tão frequentes, cada desmaio ele “sonha” mais coisas, seu último sonho mostrava-o nervoso para fazer uma prova, e quando olhou para o lado havia um garoto, o mesmo de seu primeiro sonho, que o falava:
-Calma Sackur, não importa o que aconteça, nós vamos continuar amigos sempre, aqui ou lá em cima. E se um de nós passar no teste e o outro não, o que passar vai voltar ou para buscar ou para contar ao outro como é.


Com o passar do tempo ele começou a pensar que esse sonhos eram reais, mas todos os médicos sempre o lembravam:


- É apenas uma falha no código que faz com que você imagine isso, não são reais esses sonhos, compreenda isso.


Sackur foi medicado e conseguiu esquecer desses sonhos por alguns dias, então pode aproveitar suas férias, mas em uma de suas viagens de férias ele viu uma estrutura metálica, que parecia muito com as estruturas da superfície, mas naquela havia algo diferente, uma ferrugem que não era comum aos prédios que ele via, e parecia que a estrutura levava a um caminho muito abaixo da superfície, ele tentou entrar porém se deparou com toda a estrutura lacrada, deu uma volta ao redor e percebeu que não havia nenhuma forma de entrar na estrutura. Com isso, dirigiu-se para casa, não esqueceu daquele lugar diferente, nunca ninguém havia falado sobre ele antes, Sackur como sempre obstinado, resolve passar os seus dias restantes de férias, quarenta e oito dia para ser mais exato, na biblioteca do exército.


No antepenúltimo dia de suas férias ele encontrou um livro que chamou muito a atenção, o título escrito em letras douradas sobre uma capa de cor preta, MITOS E LENDAS DO SUBSOLO.
Começou a lê-lo, e parou depois de 20 minutos, pois o texto só fala de lendas como serpente da areia e outros animais da mesma espécie – todos fantasias - pensou ele.


Pegou outros livros e leu, porém nada da estrutura metálica.


Depois de ler todos os livros do dia, ele resolveu sair e perguntar para as pessoas se sabiam o que era a estrutura, mas no momento que levantou para levar os livros à estante, um deles caiu aberto em uma página, uma coisa que chamou a atenção era a foto, uma foto que parecia muito da vista da estrutura metálica pelas costas. E ele olhou o subtitulo que acompanhava a foto, SUBMERSOS OU NÃO?, e começou a lê-lo:


“Há muito tempo se acredita que ainda existem povos no subsolo, eles indiferentes do que se passa na superfície, escolhem ficarem escondidos no subsolo sem contato com os povos da superfície, existe lendas que contam que a cada ano apenas alguns jovens, os mais capacitados sobem para a superfície, mas a maioria dos historiadores acreditam são apenas lendas.”


Sackur ficou obstinado em procurar o criador do livro, para tentar encontrar alguns pesquisadores que saibam sobre o povo do subsolo.
Depois de muita pesquisa achou o endereço do escritor, planejou tudo para visitá-lo e assim foi. Três cidades de distância de Sackur vivia a familia do escritor, Sackur chegou olhou a casa, uma casa modesta, para um escritor estava boa, pensou ele, a casa era toda construida com ferro pintado de vermelho, o padrão das cidades, havia apenas um andar nela mas era bastante extenso o andar, Sackur bateu na porta e esperou para ser atendido, após alguns momentos, uma moça alta, esbelta, cabelos longos castanhos, com feições muito bonitas,  vestindo trajes de operária, abriu a porta, Sackur logo falou:


  • Olá, procuro o senhor…. deixa me ver - ele pegou o livro e procurou o nome correto do autor, não queria dizer o nome dele errado para sua família, quando a moça reconheceu o livro, ela falou:
  • Você deve estar procurando o senhor Volgan não?
Sackur logo respondeu:
  • Sim, esse mesmo, ele está?
A moça olhou-o de cima a baixo, ele, trajando roupas do exército, e uma mochila preta e laranja, disse:
  • Você é do exército, deveria saber que ele morreu.
Sackur a olhou e disse:
  • Não, na verdade não sabia que ele era do exército, vim em busca de alguma coisa sobre o povo do subsolo, queria saber a opinião dele ou de algum pesquisador que saiba onde encontrar alguns.
Ela logo arremeteu:
  • Você deve ter lido o livro, a maioria das pessoas acha que é apenas uma lenda, volte para o trabalho, você ganha mais do que seguindo essas fantasias que meu pai sonhava.
Sackur em tom de espanto falou:
  • Ele, ele….. você disse que ele sonhava com eles?
A garota admirada com a reação dele comentou:
  • Sim, ele dizia que acreditava ter visto o local onde eles nascem, mas fui até o local, e nada de estrutura, era um local vazio, coitado, morreu acreditando em uma fantasia.
Sackur disse por fim:
  • Coitado, mas onde mesmo é esse local que ele havia visto?
Ela disse:
  • O endereço pelo que me lembro é esse aqui - pegou um papel e uma caneta e escreveu-o - Mas eu disse, que já fui lá e não havia nada!
Sackur triste por não conseguir conversar com o escritor mas, ao mesmo tempo, contente por ter adquirido alguma pista do povo do subsolo. Quando resolveu abrir o papel, ele leu o endereço tres vezes apenas para ter certeza que leu corretamente, o endereço era o local onde ele havia visto a estrutura metálica estranha durante suas férias algum tempo antes. Transtornado com a volta que aconteceu e com a completa certeza que a garota disse não haver nada no local, Sackur achou que estava louco, e voltou para casa, durante um bom tempo ele achou isso, até que um dia, em uma de suas missões Sackur chegou novamente ao local da estrutura, olhando-a admirado e percebeu que nenhum outro soldado parecia ter visto a estrutura, perguntou para seu subordinado, um cabo que tambem era seu amigo, o único no qual ele podia falar abertamente:
  • Você viu essa estrutura, que estranha não?
E o cabo respondeu:
  • Que estrutura? Não tem nada ali Sackur! Está ficando louco?
Sackur olhou para ele e percebeu que pelas suas feições o soldado não parecia ter mentido. Então Sackur deu um sorriso sem graça e falou:
  • Estou brincando não tem nada!
E olhou de volta para a estrutura se perguntando, como ele via a estrutura, e seu colega não? E o que mais ele se perguntava, porque o autor do livro e ele viam a estrutura e a moça e seu subordinado não viam?. O primeiro pensamento que veio à ele, era confirmando a loucura, ele não estava mais com capacidade de liderar um batalhão, ele estava ficando maluco. Ao voltar para o quartel ele pediu dispensa de sua função por algum tempo, alegando problemas de saúde mental.
Mesmo em suas férias ele não parava de pensar na estrutura, e cada vez mais seus “sonhos” se tornavam mais reais, até que um dia:


  • Sackur, não esqueça de mim.
Falou o menino que aparecia em quase todos seus sonhos
  • Não esqueça de mim o Marcos, não me troque por outro amigo, nós somos os melhores amigos, nunca esqueça e aproveite bem seu futuro na praia.


Com isso abraçou-o bem forte, pela última vez, alguns minutos depois ele se viu embarcando num ônibus e o transporte andou até uma estrutura metálica, e então Sackur acordou.
Ao acordar, Sackur percebeu que pela primeira vez em todos os seus “sonhos” o menino falou o próprio nome. Agora ele sabia quem era o menino, e pela primeira vez viu uma estrutura muito parecida com a estrutura que apenas ele e Volgan conseguiam ver. Determinado a dar um fim nessa história Sackur foi até a estrutura metálica e dessa vez estava equipado e pronto para entrar na estrutura, quando havia acabado de entrar, ele sente uma bala de alguma arma passar pelo meio de sua barriga ao olhar para trás ele percebe seu amigo, o cabo do exercito com o braço estendido e uma arma na mão, e seus olhos começam a se fechar, ao virar novamente para frente , ele avista ao longe uma explosão vindo do que parecia ser o andar inferior, e viu pessoas de aproximadamente a sua idade correndo em sua direção, algumas não aguentavam o calor da superfície e caiam desmaiadas, em meio ao alvoroço de pessoas, ele percebeu um adulto comandando-os, cabelos loiros, caindo sobre os ombros e lutando para sobreviver ao calor escaldante da superfície, quando o rapaz loiro, avista ao longe o que parece um soldado ferido com um livro em suas mãos, quando chega perto percebe o outro soldado correndo na direção contrária para não ser detido, ele retorna sua visão ao soldado e percebe um nome na sua farda, Capitão Sackur 186ª Infantaria, Marcos, o garoto loiro segurando Sackur, o reconhece, e com lágrimas nos olhos, fala:
  • Sackur, é você mesmo? Sabia que voltaria para nos buscar, que saudades de você meu melhor amigo!
Quando escuta essas palavras e com essa voz, Sackur consegue encontrar energias para falar, e diz:
  • Marcos, Marcos é você?
Marcos ainda chorando responde, sim, mas não gaste suas energias agora, temos muito o que conversar sobre, e ao escutar isso Sackur fecha os olhos e percebe pessoas carregando-o e Marcos, seu melhor amigo ajudando-os a levar para algum lugar, quando acorda percebe que está em algum lugar que sente como se já estivesse, e olha Marcos feliz por rever seu amigo, e Marcos completa:


  • Sackur, que bom que voltou, agora está em casa, pode descansar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Capitulo 3 - A vida na Superficie

Capitulo 3

O dia da despedida chegou, como sempre, havia um ônibus esperando todos os alunos que passaram para leva-los à superfície. Como sempre nas despedidas houve muito choro, e Sackur disse à Marcos, quando eu chegar farei de tudo para conseguir voltar e levar você para a superfície, quero meu melhor amigo comigo lá em cima, e virou as costas com os olhos cheios de lagrimas pela despedida.

Depois de duas horas de viagem, o ônibus parou em frente de uma estrutura metálica muito diferente, e assim todos os alunos desceram e foram encaminhados, lá havia pessoas que os encaminharam para se trocarem, ao entrarem no vestiário, aos poucos eles foram caindo desmaiados no chão.

Ninguém da escola sabia, porém ao passarem todos os alunos chegam a essa sala e caem desmaiados, durante esse tempo desmaiados, sua mente passa por um processo de transformação, seu aprendizado é todo passado para um computador e suas memórias do passado são apagadas, esse computador com o cérebro deles é colocado em humanoides, o único meio de sobreviver na superfície, pois ao contrário das histórias não havia um local com uma temperatura amena para sobreviver na superfície, havia apenas seres humanoides que não precisavam das necessidades de um corpo normal de carne e osso, não precisavam nem de alimento e nem de água, e consequentemente eram isentos de atividades fisiológicas, o procedimento de troca de mentes era um processo que acontecia a dezenas de anos, sempre com os alunos mais inteligentes do subsolo e nunca apresentou nenhum problema, até o momento.

Um dia após do incidente, Sackur acorda em seu dormitório na superfície, porém sem se lembrar de nada como chegou até ali.

Depois de esperar sua cabeça parar de girar, ele resolveu levantar para conhecer o lugar onde estava, era um lugar estranho, um embaçamento ao longe indicava um grande calor, porém ele não sentia esse calor em seu corpo, na verdade ele não sentia sensação nenhuma de temperatura ou de areia, na qual todo o chão que ele pisava era composto, ele olhava para seu corpo e via-o normal, pele e tudo o mais porém não sentia calor ou frio, ficou ali pasmo, tentando entender como tudo aquilo se passava e ele não sentia nada, passou pela sua cabeça estar sonhando, ele pensou: - Eu não sinto nenhuma sensação térmica e não lembro como cheguei aqui, só posso estar sonhando - então um barulho de passos em grande quantidade e ritmados o fez prestar atenção, ao longe percebeu serem passos de um batalhão, e pelo que parecia pertenciam a algum exército, ao se aproximaram ouviu o que parecia ser o capitão do grupo separando dois de seus subordinados para cercar Sackur, ele ao perceber isto saiu correndo, quando sem saber como cai no chão, ao olhar para sua perna percebeu que a direita estava com algum tipo de flecha que paralizou-a, ao ver isso ele tentou fazer algo para dominar seu “sonho”, porém nada que ele fizesse conseguia sair desse sonho, até que percebeu que isso não era um sonho, os soldados que cercaram-no começaram a arrastá-lo até o dormitório, ao chegarem prenderam-no com algemas em uma cama, logo ele viu outros seres como ele deitados nas camas ao lado, eram seus ex-colegas de turma, porém ele não se lembrava disso, uma vez que sua memória do passado foi apagada.

Os soldados começaram a acordar os outros seres, sempre segurando-os caso tentassem levantar e imobilizando-os com flechas iguais a que Sackur foi alvejado, quando todos pararam, o capitão começou a falar:

-Bem vindos, hoje vocês começam sua vida, eu sou o Capitão Volgan e represento o Exército dos Superiores, eu e minha equipe estamos aqui para apresentá-los à esse mundo que vivemos, sua mente foi passada de seu corpo orgânico para essa cópia idêntica dele, porém essa cópia os livra de necessidades básicas que seu antigo corpo possui, assim como fazer necessidades fisiológicas básicas, ou se alimentar, seus corpos não tem terminações nervosas de sensação de calor e apesar de estar uma temperatura muito alta, vocês não sentem ela, vocês são os sobreviventes de uma tragédia que ocorreu com uma antiga civilização de humanos, tivemos que fazer essa mudança em seus corpos pois não aguentariam sobreviver conosco. Suas memórias foram apagadas para não se lembrarem do trauma causado pelo acidente, meus soldados irão chama-los por seus nomes e explicarão sua tarefas para poder sobreviver aqui, há muitas tarefas, desde limpas cidades, à explorar locais antigos. Agora deixo vocês com eles, e cada um siga quem o chamar, se não seguirem a risca as ordens deles, serão mortos, estamos entendidos?

Todos os que estavam lá, tomados pelo medo, responderam rapidamente:
- Sim, senhor!

-Então estamos entendidos. Soldados, podem começar! Nos vemos ao final do dia.

Logo após o capitão sair, todos começaram a serem chamados e se dirigindo a seus responsáveis, todos começaram a se dirigir aos locais para serem apresentados às suas tarefas, Sackur, recebeu a tarefa de participar do Exército, quando estava se dirigindo ao quartel general para receber seu fardamento e seu treinamento, um de seus colegas tenta sair correndo e escapar desse regime imposto à eles, quando o soldado responsável percebeu o fugitivo, atirou com uma arma que Sackur não conhecia e na qual dela saiu a flecha igual a que tinha acertado Sackur, acertando o fugitivo nas costas, o soldado foi ao fugitivo e falou:

- O capitão avisou a consequência para quem tentasse fugir! - e com isso ele puxou sua arma e atirou na cabeça do fugitivo – Quem mais quiser fugir já sabe a consequência! - e com isso voltou á frente da fila e seguiu levando-os.

Ao chegar todos foram recebendo seu fardamento e começando o treinamento, Sackur estava seguindo normalmente, quando ele cai desmaiado sem motivo aparente, o soldado acabou chamando o enfermeiro que levou-o para o hospital.

- Sackur, sackur. Ele ouvia uma voz familiar que não sabia identificar, abriu os olhos e viu uma pessoa que parecia que o conhecia à muito tempo, chamando-o para jogar.

Sackur fechou os olhos novamente e quando abriu viu que estava num hospital e havia um ser igual a ele ali, logo percebeu que havia voltado a superficie, resolveu não contar para ninguém sobre o que havia sonhado.


Então Sackur voltou para o treinamento, e assim foi durante o ano todo, ele era acometido por alguns desses desmaios durante o ano, os médicos o diagnosticaram com problema no software de transplante de mentes, porém não afetava seus resultados nos exames do exercito, e assim ele foi e acabou passando com a melhor nota de toda sua turma e se tornando Capitão, sendo direcionado para cuidar de explorações à civilizações antigas. E assim passou seu tempo por 10 anos. Até que:

Capitulo 2 - Os testes

Capitulo 2


Alguns dias depois, Carla, ao se dirigir para a escola, avista alguns alunos se divertindo, entre eles está Sackur, sempre o líder das brincadeiras, um capitão nato, logo ela pensou – Sackur, um dia esse garoto será capitão da guarda geral.


As Oito horas, 20 minutos depois de chegar a escola, a professora chega em sua sala e começa a dar a aula do dia, a revisão do simulado dos testes superiores, enquanto esperava seus alunos se acomodarem ela ficou lembrando como nunca tinha visto uma turma de alunos tão dedicada, mas que mesmo assim não conseguiram se sair tão bem como ela tinha esperado, uma coisa incomum, já que sempre que aplicava esse simulado ela sabia o que esperar dos alunos.


-Bom dia, confesso que esperava um pouco mais de vocês nesse simulado, mesmo assim, acredito que a maioria de vocês conseguirá um lugar na superfície. Como vocês já sabem amanhã é o grande dia, e o dia funcionará assim:


- As oito horas, nosso horário padrão de aula, vocês se dirijam à essa sala, às 9 horas eu trarei os testes para vocês, são apenas 10 perguntas, sugiro que leiam e respondam com toda a certeza, às 12 horas recolherei os testes, e teremos aula normal até o final do dia.


Marcos, um garoto esperto, melhor amigo de Sackur, levanta a mão e pergunta:


-Professora como esses testes chegam até nós, quem os cria?


Carla começou a explicar:
- O nosso diretor, é o único da nossa escola que tem contato com o povo da superfície, eles vêm e deixam com nosso diretor todos os testes, como é apenas vocês que estão fazendo o teste, são poucas provas, e assim que acaba o tempo de vocês eu levo à ele, e ele entrega para o povo da superfície, em 3 dias vocês saberão o resultado.


- Mas professora, eu quero passar, mas não quero ir para a superfície! , fala Sackur


- Porque alguém não gostaria de ir para lá? Todos sonhamos em poder ver o sol e viver tranquilamente na superfície. Você deve ir sim.
Logo responde a professora.
E assim se passou o dia, uma bateria de perguntas para nossa professora, e elá já acostumada com isso, não se importou.


No outro dia, tudo ocorre como o esperado, os alunos fazem a prova e tem aula normal, claro que o assunto da aula, era a prova, na qual acharam que ela seria mais difícil do que realmente foi.


Três dias depois, voltam o resultado dos testes, e a professora começa a chamar um por um para falar o resultado. Todos que reprovavam ela pedia para se dirigir à sala ao lado e quem passava continuava na sala, assim foi indo, chamou Marcos, e falou-lhe:


- Marcos, você foi bem na sua prova, porém não obteve nota suficiente para passar, por favor, se dirija para a sala ao lado.


Depois de ver seu amigo Marcos indo para a sala ao lado, Sackur ficou muito triste, e desejou que ele também não passasse, para conseguir ficar junto de seu melhor amigo, e assim chegou a vez dele e a professora o chamou.


- Sackur venha até aqui.
Ao chegar, ela o vê triste e tenta alegra-lo dando a boa notícia para ele.
- Você foi bem na sua prova, e conseguiu atingir os objetivos propostos, então, você foi encaminhado para ir à superfície.


- Mas não quero ir para a superfície, quero ficar junto com meus amigos aqui no subsolo, disse ele.


A professora logo retrucou:


- Sackur você deve ir para lá, se realmente quiser, batalhe e chegue a um posto de capitão da guarda, e venha buscar seus amigos, então você poderia levá-los daqui.


Ouvindo isso Sackur ficou satisfeito e foi para seu lugar, mal sabia ele que a professora sempre falou isso para os alunos, mas nunca nenhum aluno voltou ao subsolo depois de sair dali.

Capitulo 1 - Inicio


Capitulo 1


- Então alunos, desde 2123 a superficie deixou de ser um local onde possamos sobreviver, a temperatura da superficie da terra chega a 120º C durante o dia e à noite a temperatura chega aos -63º C, mas existe um local em toda a superficie terrestre que abriga condições de vida, chamamos de praia, todos que chegam até esse ano de estudo tem a possibilidade de ir para lá, porém só os que passarem nos testes superiores poderão ir para lá, os reprovados nos testes serão professores como eu, ensinando alunos no subsolo, e seus colegas que reprovaram nos testes antes de chegar até aqui, trabalham aqui no subsolo, cuidando de nossa sobrevivência.
- Mas isso podemos conversar mais para frente, explica Carla, professora da escola do aprendizado.


A escola do aprendizado (EDA), é o local onde os alunos que passaram nas provas inferiores vão para estudar, ao final do ano todos fazem os testes que decidem todo o seu futuro, as chamadas provas superiores, com os resultados desses testes é decidido se eles irão para a ilha ou ficarão no subsolo pelo resto de suas vidas, todos que estão aqui almejam a praia, pois de acordo com as histórias contadas pelos professores, um local onde vive uma sociedade muito inteligente e bem sucedida, portanto apenas os mais inteligentes conseguem ir para lá.
- Professora, mas esses testes são muito difíceis? - perguntou o aluno Sackur, um rapaz muito inteligente, um dos melhores da classe.
- São difíceis porém pelo que eu conheço vocês, vocês se sairão bem melhores que eu. Agora, encerramos nosso horário de hoje, espero vocês amanhã.


Assim a professora Carla acabou a aula e pegou seu caminho para casa, após 20 minutos de caminhada, ela entrou em casa, olhou para o relógio para ter certeza da hora, 20:30hs, sentou na sua cama e pensou, - Realmente estou ficando muito velha para isso, depois de ser reprovada nas provas superiores e ficar aqui embaixo ensinando jovens durante 12 horas todos os dias, realmente estou cansando. – e acabou caindo no sono depois de alguns minutos.


Os professores após 45 anos de ensino na EDA recebem o tratamento que chamam de MRI , que significa morte rápida por invalidez, que consiste em um envenenamento enquanto dormem, no dia que completam seus 45 anos de ensino, e então são descartados, todos os professores sabem disso, porém não são autorizados a contar aos alunos.


Enquanto isso, a 10 minutos da EDA,o jovem sackur chegou no seu dormitório e logo se encaminhou para seu quarto, estava cansado, porém não adormecia pois em sua cabeça borbulhava milhares de pensamentos sobre a vida na superfície.


Os alunos da EDA dormem em dormitórios, um diferente para cada ano de aprendizado, existem 2 dormitorios para cada ano, o masculino e o feminino, já os professores, após serem reprovados nas provas superiores, recebem a permissão para construir ou alugar uma casa de um professor que já foi descartado.


A reprodução no subsolo é vetada, todos que nascem no subsolo recebem uma aplicação de uma vacina, que os deixam estéreis até que complete 18 anos, um método para que os nascimentos sejam controlados, de forma que saibam exatamente quem está nascendo e quem são os pais.